Uma linha de vestuário desenvolvida em parceria com a NFL, o espaço de treinamento do clube emprestado a uma franquia americana e um grupo de jogadores rubro-negros espalhados pelas tribunas do Maracanã: foi com essa teia de conexões que o Flamengo se inseriu de corpo inteiro no confronto entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, levado ao Rio de Janeiro. A noite, contudo, ficou na memória tanto pelo espetáculo gramado adentro quanto pelas trocas de farpas do lado de fora.

Laços com o Cowboys antes do kickoff
Antes de o jogo começar, o clube já havia construído pontes com a franquia texana: o Flamengo colocou sua estrutura de treinos à disposição do Dallas Cowboys durante os dias de preparação na cidade. Foram Emerson Royal e o defensor Léo Ortiz os responsáveis por receber os visitantes norte-americanos — os mesmos dois que, horas depois, ocuparam seus lugares nas tribunas para curtir a disputa.
Entre os jogadores presentes no estádio, o lateral Emerson Royal e o meia espanhol Saúl Ñíguez foram os mais visados pela câmera e pelo público. E não levou muito tempo para que a queda de braço bem-humorada entre ambos eclipsasse tudo ao redor.
"A próxima vez eu vou bloquear"
Com a humildade de quem ainda está se familiarizando com o esporte, Emerson Royal assumiu, sem constrangimento, que entrou no universo da NFL faz pouco tempo — e que tem em Léo Ortiz uma espécie de professor particular para decodificar as regras. Mas a modéstia não impediu o lateral de partir para o ataque contra o compatriota de vestiário. Em tom de brincadeira, ele avisou que, se Saúl não contiver o hábito de postar clipes musicais nas redes sociais, a medida será drástica: "A próxima vez eu vou bloquear", disparou, segundo o Lance!.
Saúl encaixou o golpe sem largar o bom humor. Prometeu que, àquela altura, toda a sua concentração estava direcionada à NFL — sem brecha, portanto, para publicações com trilha sonora. Armistício firmado, pelo menos por uma noite.
Seleções e identidade coletiva
O espanhol também abriu espaço para falar sobre o calendário de seleções. Disse encarar como algo natural no Flamengo o volume de convocados que o elenco cede às equipes nacionais nas datas reservadas ao futebol internacional — um reflexo, na visão dele, do patamar dos companheiros.
Sobre a Espanha, Saúl foi além do comentário circunstancial: na avaliação do meia, segundo o Lance!, o processo de formação do grupo da Seleção Espanhola sedimentou uma identidade coletiva forte o suficiente para colocar o país em situação favorável nas próximas competições continentais.