Quatro partidas. Foi essa a bagagem que Danilo trouxe de volta ao Brasil ao pousar no Aeroporto do Galeão, na manhã de 08/07, a bordo de um voo fretado pela CBF. Com câmeras e microfones à espera no desembarque, o defensor do Flamengo foi cortês com os profissionais de imprensa, mas não cedeu declarações — havia dito o que tinha a dizer depois da eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega nas oitavas de final, e ponto final.
O silêncio voluntário no Galeão é o retrato de um desgaste físico e emocional acumulado ao longo do torneio. A história começou com Danilo no banco: Carlo Ancelotti abriu a disputa escalando Ibañez na lateral direita, na estreia contra Marrocos. No vestiário do intervalo, o técnico italiano promoveu a mudança — e o camisa 13 do Mengão não cedeu mais a vaga. Das três vitórias sobre Haiti, Escócia e Japão até a derrota que encerrou a caminhada brasileira, o defensor esteve em campo em cada vez que a Canarinho entrou em ação.
Descanso no lugar da mala para Portugal
Diante desse quadro, o Flamengo escolheu o caminho mais direto: férias. Conforme apurado junto a pessoas ligadas ao departamento de futebol do clube, o defensor receberá dias de repouso antes de retomar os trabalhos no Ninho do Urubu. Com isso, sua participação na reta final da intertemporada no Algarve — etapa de Portugal que fecha a preparação do elenco — está descartada. O grupo viaja sem ele.
A expectativa interna, segundo as mesmas fontes, é de que Danilo esteja em condições físicas plenas para o amistoso contra o Olimpia (PAR), marcado para o dia 18 de julho, às 20h, no Estádio Mané Garrincha — primeiro compromisso do clube após a pausa de seleções e data prevista para o reencontro da Nação rubro-negra com seu time.
Calendário exige Danilo recuperado
O timing do retorno não é coincidência. Entre 22 e 29 de julho, o Flamengo terá três duelos em sete dias: visita à Chapecoense, recepção ao São Paulo no Maracanã e viagem para encarar o Internacional. Uma sequência que eleva consideravelmente o risco de desgaste e coloca a gestão de elenco de Ancelotti à prova — exatamente o tipo de situação em que a vivência e a leitura de jogo de um defensor como Danilo fazem diferença tanto na contenção quanto na saída de bola.
O cenário na tabela adiciona urgência ao recomeço. Antes da pausa, o Palmeiras liderava o Brasileirão com cerca de 51% de aproveitamento, enquanto o Flamengo figurava na terceira colocação, com aproximadamente 35%. Recuperado e disponível a partir do dia 18, o camisa 13 chega como peça estratégica para Ancelotti montar uma lateral direita consistente na arrancada que o clube precisará empreender para encostar nos rivais pela ponta.