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Bap barra o sonho de reforços: "Não somos burros"

Com mais de 25 milhões de euros gastos de uma vez na primeira janela, o presidente rubro-negro pede paciência ao torcedor e admite que o clube ainda está "digerindo" o esforço feito para trazer Paquetá

Por Redação O Flamenguista11 de julho de 2026

Na matéria: Paquetá

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O apetite da massa rubro-negra por contratações na próxima janela recebeu um balde de água fria vindo diretamente do Ninho. Em declaração ao canal Venê Casagrande, no YouTube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, foi direto ao ponto: o Flamengo não vai ceder à pressão das arquibancadas nem movimentar o caixa sem critério.

"Não estamos desesperados e não vamos pagar qualquer preço para trazer qualquer um para atender essa ansiedade da massa porque não somos burros", declarou o mandatário.

O peso da primeira janela

O recado tem contexto financeiro claro. Na avaliação de Bap, o clube ainda absorve o impacto de um investimento inédito em sua história: mais de 25 milhões de euros desembolsados à vista para reforçar o elenco neste início de temporada — valor que, segundo ele, jamais havia sido superado em qualquer parcela de contratação pelo Flamengo. O esforço central foi a chegada de Paquetá, operação que, nas palavras do presidente, "vai levar um tempo" para ser assimilada pelo caixa.

"Sabe quando você come um pedaço de carne muito grande que precisa de um tempo maior para digerir? Talvez o Flamengo precise de um tempinho maior para digerir", comparou Bap.

A decisão deliberada de concentrar os investimentos na janela de inverno — algo que, historicamente, o clube reservava para o segundo semestre — foi apresentada pelo presidente como raiz dessa necessidade atual de cautela. "A gente tradicionalmente fazia a segunda janela mais forte e neste ano fizemos uma primeira mais forte para ter o Paquetá, mas isso acaba tendo consequências", admitiu.

Copa do Mundo embaralha o mercado

Além do fator financeiro interno, Bap identificou um obstáculo externo que complica qualquer movimentação imediata: a Copa do Mundo. A janela de transferências só abre no próximo dia 22, uma quarta-feira, após o encerramento do torneio — e o próprio calendário inflaciona os preços no mercado.

Com analogias bem-humoradas, o presidente explicou o fenômeno: "Todos os jogadores que estão na Copa querem esperar para verificar se estão mais valorizados. Isso faz com que os preços aumentem num primeiro momento. E segundo, muitas vezes a calça que você quer ainda está vestida em alguém."

A mesma metáfora foi aplicada ao nome do momento no mercado brasileiro: Danilo, volante do Botafogo que desperta interesse do Palmeiras, clube que já teria apresentado uma primeira oferta. Questionado sobre o jogador, Bap não fechou a porta, mas deixou claro que o alvo não figura entre as prioridades. "É uma bela calça (risos). Não sei se necessariamente o modelo que a gente mais precisa agora. Diria que tem outras peças do vestuário que seriam prioritárias. Mas vamos esperar as liquidações, o saldão aí de fim da Copa. Quem sabe pinta alguma coisa?", avaliou.

Sem loucuras

O presidente também descartou qualquer movimentação impulsiva motivada pelo calendário. "Não vamos fazer nenhuma loucura por causa de Copa do Mundo", garantiu. A mensagem, endereçada diretamente ao torcedor, trouxe ainda uma dose de realismo sobre os limites do clube: "As pessoas estão em um nível de ansiedade como se o elenco fosse uma m..., como se precisasse desesperadamente de reforços e como se os recursos fossem infinitos", disparou Bap.

Reforços podem vir — mas no tempo e no preço que o Flamengo julgar adequados.

Eu voltei para minha casa.
Adriano Imperador

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